um homem da cidade
Parou o carro na berma da estrada deserta e subiu ao cimo do monte. Sentou-se no manto de ervas polvilhado por pequenas clareiras ocres, a contemplar o azul celeste e o lago verde ao fundo. Sôfrego, bebeu a paisagem até se dissolver no suave calor da tarde e adormecer embalado pelos fiapos de nuvens que o espreitavam.
Não mais acordou. Morreu ali mesmo, impregnado da límpida sensação de que vivera tudo o que havia para viver, com o sorriso mais largo do mundo. Infinitamente feliz.
